terça-feira, 14 de setembro de 2010

Mais do que palavras...

Esta é a tradução do título da música More Than Words comporta por Gary Cherone e Nuno Bittencourt.
Mas  o que quer dizer isto? O ser humano é condicionado desde o início dos tempo a utilizar-se de argumentos criados para conseguir o que quer ou convencer as pessoas de que suas vontades ou seus sentimentos são verdadeiros e intensos. Mas é fato que em cerca de 99% dos casos o sentimento que estas palavras carregam é bem maior e intenso do que a realidade de se emissor, principalmente hoje em dia na era dos ORKUTs, MSNs, TWITTERs e tantos outros recursos que teoricamente substituem o. contato físico.

O que isso traz? Qual os prós e contras deste recurso psicológico que na maioria das vezes é altamente convincente? bem, a vida do ser humano não consiste somente em fatos, ela é bem mais complexa. É também a junção de milhões de sentimentos que se misturam e formam o q sentimos.

Com base nisso podemos constatar que um sentimento puro é bem mais complexo do que simular um, porque estes sentimentos criados são bem simples e diretos, afetando diretamente um fator, fazendo muito mais efeito naquela área do que um verdadeiro que é bem mais amplo.

Com este recurso conseguimos as vezes demonstrar nosso próprio sentimento que não conseguimos explicar... nos facilitando na compreensão de nós mesmos, já em contra partida também conseguimos atingir a nosso favor um individuo de forma mais descomplicada. O que gera um interesse pelo controle alheio de forma a induzir-lhes a mudarem suas opiniões, tanto em uma negociação, uma venda, uma justificativa ou mesmo em problemas relacionais diretos. Exemplos disso é aquele vendedor que consegue fazer você comprar algo que uma hora depois vê-se não tão útil, ou quando inventa-se uma desculpa mirabolante para o chefe justificando atraso, ou aqueles operadores de Telemarketing que conseguem te enrolar por 45 minutos na linha até você cansar, desligar o telefone e instantaneamente perceber que foram os 45 minutos mais mau gastos da sua vida. Mas o maior exemplo de todos está exatamente onde as coisas são mais complicadas... No relacionamento.

Quantas vezes você disse a uma pessoa que estava tudo bem sendo que não estava? Ou dizer que não queria vê-la por uma dor de barriga sendo que você estava querendo é sair com os amigos? ou a famoso telefonema que você tem que disfarçar de toda forma e provar para seu parceiro ou parceira que na linha era aquele primo do seu amigo querendo algo emprestado? Estas desculpas são indicios que mostram claramente uma forma de ludibriar o outro a fazê-lo acreditar que está tudo bem, que também é o que faz a maioria dos relacionamentos irem por água a baixo, porque o individuo se utiliza tanto desses artifícios que a própria vida dele toma uma face completamente diferente da verdadeira e ele tem q viver em uma mentira o tempo todo. Mas como um dia ou outro acabamos por errar e pecar na tentativa de sustentar essas mentiras que o outro descobre e acaba se decepcionando tanto por ter vivido uma mentira que do amor na grande maioria das vezes não sobra nem um "Bom Dia".

E esse é o motivo pelo qual a maioria dos casais após um relacionamento mais duradouro acabam por não manter contato posterior ao relacionamento, não porque "não existe amizade entre ex-namorados ou maridos" mas porque não houve o respeito devido com a confiança que o outro depositara.

Tendo tudo isso em vista, generalizando podemos dizer que o principio básico de um bom relacionamento é a confiança pelo parceiro e o respeito a confiança alheia depositada em nós. Não precisamos ter medo de dizer a verdade, o que sentimos ou o q fizemos, somos seres imperfeitos e devemos aprender com nossos erros e sermos humildes o suficiente para aceita-los, assumir-los e estar prontos para sofrer as consequências.

Claro que isso vale para casos de relacionamentos já plantados, normalmente em novos relacionamentos é normal termos dúvidas e receios com o outro, seja uma amizade, parceria de trabalho ou um relacionamento conjugal, realmente devemos saber onde estamos pisando e só pisarmos alí quando sentirmos firmes para seguir em frente. Uma pessoa cautelosa sempre sofre menos, porém cautela também tem seu limite, pois o parceiro as vezes vê nessa cautela alheia medo do outro descobrir seus erros passados, porém cabe a ele definir se estes erros são aceitáveis, se o outro já consegue vê-los e ter a consciência de não repeti-los.

Confiança, sinceridade e cumplicidade são a chave para qualquer relacionamento, independente das diferenças.

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